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O último ato de Patrick Stewart: Shakespeare na voz de um mestre aos 86 anos
Cine/Tv

O último ato de Patrick Stewart: Shakespeare na voz de um mestre aos 86 anos

29/10/2026 · 21:12 2 min de leitura

Meses antes de falecer aos 86 anos, Patrick Stewart ainda encontrava fôlego para honrar sua profunda conexão com a dramaturgia. O ator, cuja trajetória artística foi marcada pela Royal Shakespeare Company — casa que integrou em 1966 e onde protagonizou mais de uma dezena de montagens clássicas —, presenteou o público com um projeto ambicioso na reta final de sua vida: a gravação integral dos 154 sonetos de William Shakespeare.

A inspiração por trás do projeto

O lançamento da coleção, intitulada “Patrick Stewart Performs the Complete Sonnets of William Shakespeare”, foi anunciado em abril. Segundo o próprio artista, o empurrão necessário veio de sua esposa, Sunny Ozell. Ela sugeriu o registro profissional após observar o sucesso da série “Sonnet-A-Day”, uma iniciativa que Stewart iniciou nas redes sociais durante o isolamento causado pela pandemia de Covid-19.

“Espero que tenha trazido prazer e curiosidade, mas, acima de tudo, quero que tenha comunicado as múltiplas facetas que o amor pode ter”, declarou Stewart em um registro de maio.

Para celebrar o nascimento do Bardo, em abril, o ator publicou um vídeo caseiro — sentado no sofá, vestindo uma camisa verde e um blazer marrom — declamando o Soneto 116. Com um toque de humor, ele instigou seus seguidores na legenda: “Consegui converter alguns amigos à causa e espero que você seja o próximo. Saúde!”.

O distanciamento dos holofotes

Embora essas publicações tenham mantido Stewart próximo aos fãs até quase o fim, sua vida pública havia diminuído consideravelmente. Na verdade, esses vídeos surgiram quase dois anos após a última aparição do ator em um evento de grande porte.

  • O registro final: A última vez que Stewart foi visto em um tapete vermelho ocorreu em junho de 2024.
  • O evento: Ele compareceu à 84ª edição do Peabody Awards, realizada no hotel Beverly Wilshire, em Los Angeles.

A produção, que agora serve como um testamento de sua paixão pelo teatro clássico, reflete não apenas o talento técnico de Stewart, mas sua intenção deliberada de explorar a complexidade do afeto através dos versos imortais de Shakespeare.

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