Nova York, Estados Unidos – O palco do BMCC Tribeca Performing Arts Center, em Nova York, recebeu um encontro raro no último dia 13 de junho. A ocasião marcou a entrega do prêmio Harry Belafonte Voices for Social Justice Award a Bruce Springsteen, uma honraria que atraiu olhares atentos e grandes nomes da indústria cultural.
Quem conduziu a homenagem foi Bono, vocalista do U2. O músico, que subiu ao palco após ser anunciado por Jane Rosenthal e Robert De Niro, preferiu deixar o protocolo de lado. Em vez de um discurso formal, ele decidiu viajar no tempo até 1975, quando tinha apenas 15 anos e trilhava caminhos incertos na juventude.
Para Bono, aquele período foi um divisor de águas pessoal e artístico. Ele recordou o impacto de descobrir Born to Run, álbum de Springsteen lançado em agosto daquele ano, descrevendo como a música o fez parar de fugir de si mesmo. O efeito cascata continuou poucos meses depois, com o lançamento de Horses, de Patti Smith, em novembro. A tríade de influências formativas se completou em fevereiro seguinte, quando ele viu De Niro encarnar Travis Bickle em Taxi Driver. O impacto dessa sequência de descobertas culturais, segundo o músico, permanece vivo até hoje.
O evento destacou como a trajetória de Springsteen cruza a vida de seus contemporâneos, transcendendo a música e se tornando um marco na construção de identidades artísticas. A premiação consolidou o reconhecimento do compromisso de Springsteen com causas de justiça social, reforçando uma conexão que une gerações de admiradores e colegas de profissão sob o mesmo ideal.
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