San Antonio, Estados Unidos – O clima de euforia tomou conta do Frost Bank Center, em San Antonio, no último sábado. Entre os torcedores mais entusiasmados com a vitória do New York Knicks, que encerrou um jejum de 53 anos sem títulos da NBA, estava Timothée Chalamet. O ator, um presença constante nos jogos desta temporada, não apenas acompanhou a partida das primeiras fileiras, mas fez questão de registrar cada momento da comemoração com o celular.
Em um vídeo gravado durante a celebração no gramado, o astro de Duna disparou uma alfinetada direta contra a indústria cinematográfica: “Prefiro mil vezes isso aqui do que o Oscar”. A declaração ocorre apenas três meses após Chalamet sair derrotado na categoria de melhor ator, premiação que ficou com Michael B. Jordan por seu desempenho em Sinners.
A relação do ator com a Academia parece ter se desgastado nos últimos tempos. Nos bastidores de Hollywood, analistas apontam que a postura de Chalamet durante a temporada de prêmios, especialmente envolvendo a campanha de Marty Supreme, foi vista como arrogante. Críticos internos chegaram a descrever suas escolhas de vestuário e sua busca por holofotes como sinais de um desespero que teria prejudicado suas chances reais de vitória.
A irritação do ator, contudo, não se limita apenas às estatuetas. Em fevereiro, durante um evento da CNN, ele gerou polêmica ao questionar a relevância da ópera e do balé contemporâneo, sugerindo que seriam formas de arte obsoletas. A fala provocou uma reação imediata de figuras como Misty Copeland. A bailarina rebateu o posicionamento, lembrando que a trajetória artística de Chalamet deve muito a essas linguagens clássicas e que a comparação entre os meios foi, no mínimo, um equívoco.
Apesar das críticas externas, Chalamet parece pouco preocupado com o julgamento da indústria. Após o apito final na decisão da NBA, ele ignorou o protocolo e juntou-se aos jogadores no vestiário, participando do tradicional banho de champanhe e posando para fotos com a primeira página de jornais que noticiavam a conquista. Para ele, naquele momento, a glória das quadras valia muito mais do que qualquer reconhecimento oferecido pelo tapete vermelho.
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