Michael Douglas trouxe à tona o paradeiro de Jack Nicholson, revelando que o icônico colega praticamente sumiu da vida pública. Aos 82 anos, Douglas relembrou sua trajetória profissional enquanto promovia o livro de memórias “One Helluva Ride”, momento em que lamentou nunca ter contracenado com a estrela de “O Iluminado”.
“Ele não está mais trabalhando. Mas está bem”, afirmou Douglas. “Ele se afastou. Eu sei disso.”
Apesar da ausência de Nicholson — cuja última atuação creditada remonta ao filme “Como Você Sabe”, de 2010 —, Douglas garante que mantém contato com o amigo. O ator descreveu o cotidiano tranquilo de Nicholson, que aos 89 anos prefere a rotina caseira, caminhando pelos arredores de sua propriedade com o conforto de seus chinelos. “Eu ainda o vejo. Ele merece esse descanso, e eu entendo perfeitamente”, ponderou.
O nome de Jack Nicholson também reapareceu recentemente em relatos sobre a Mansão Playboy. Crystal Hefner, viúva do fundador Hugh Hefner, detalhou em seu podcast “After the Mansion” como a residência era frequentada por celebridades. Segundo ela, o fluxo era tão constante que o local chegou a ser apelidado de “drive-thru do Jack Nicholson”, sugerindo que o ator passava pelo endereço apenas para buscar refeições ou suprimentos antes de seguir viagem.
A relação da família Nicholson com o magnata da Playboy é mais complexa do que sugere a fama. Lorraine, filha de Jack, escreveu um artigo para a Vanity Fair em 2024 desmistificando sua infância. Contrariando a crença popular de que era levada pelo pai às festas da mansão, ela garantiu que passava muito mais tempo por lá do que ele, brincando com Marston e Cooper, filhos de Hefner.
Lorraine também refletiu sobre como o comportamento de seu pai era visto pelos pais de seus amigos. Enquanto outros homens da elite de Hollywood frequentemente eram barrados ou vistos com desconfiança, Jack Nicholson possuía passe livre.
“Para os Hefner, era reconfortante saber que meu pai não era como os outros, que ficavam tempo demais admirando a gruta”, escreveu ela. “Ele estava na lista. Podia aparecer sem convite, a qualquer hora.”
Crystal Hefner, que se casou com Hugh em 2012 e permaneceu com ele até sua morte em 2017, aos 91 anos, descreveu a fixação do marido pela fama. A mansão operava como um palco para astros de diversos setores, de Bill Maher a Buzz Aldrin. Nos anos finais de Hugh, ela tentou manter a dignidade do empresário, descrevendo episódios em que ele se emocionava com filmes clássicos. “Eu enxugava as lágrimas dele e me sentia triste também”, concluiu.
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