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Gwyneth Paltrow sofre pressão em Hollywood após estrelar campanha publicitária em Israel
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Gwyneth Paltrow sofre pressão em Hollywood após estrelar campanha publicitária em Israel

18/06/2026 · 10:51 2 min de leitura

Herzliya, Israel – A vencedora do Oscar, Gwyneth Paltrow, encontra-se no centro de uma tempestade digital. O motivo é sua participação em um comercial do empreendimento 51 Park, um complexo imobiliário de alto padrão localizado na cidade costeira de Herzliya, em Israel. Embora a peça publicitária seja veiculada exclusivamente no mercado israelense, a repercussão negativa atravessou fronteiras e transformou a atriz em alvo de intensas críticas nas redes sociais.

O episódio trouxe à tona o clima de polarização que dita o ritmo dos bastidores em Hollywood. Figuras como Livia Firth, criadora do Green Carpet Fashion Award, e a ativista Alana Hadid foram enfáticas ao pedir o boicote à estrela. Firth chegou a cancelar uma visita de Paltrow à sua fazenda na Úmbria, na Itália, classificando a colaboração da atriz com o grupo Aviv Melisron como uma atitude inaceitável e cúmplice.

Pessoas próximas à atriz afirmam que ela não previu a extensão do desgaste. Embora tenha experiência com o gerenciamento de crises envolvendo sua marca de estilo de vida, o Goop, desta vez o tom das críticas parece ter subido. A hostilidade não se restringe apenas à escolha profissional, mas atinge também o posicionamento político da artista. Recentemente, Gwyneth se descreveu como uma pessoa de centro, o que, no ambiente atual da indústria cinematográfica, tem sido visto com desconfiança por setores mais progressistas.

O cenário remete ao ocorrido em 2014 com Scarlett Johansson, que enfrentou uma onda de ataques por estrelar uma campanha da SodaStream, empresa que mantinha uma fábrica na Cisjordânia. Naquela ocasião, Johansson precisou renunciar ao posto de embaixadora da Oxfam, embora tenha reiterado posteriormente que não se arrependia da escolha comercial.

Para analistas de mercado e observadores da indústria, o caso reforça uma percepção crescente: qualquer associação pública com Israel tem se tornado um risco calculável de carreira. Em meio ao turbilhão, enquanto as críticas sobre o empreendimento — que remonta a uma comunidade agrícola fundada em 1924 — se espalham, a atriz, que se prepara para atuar na adaptação cinematográfica do livro Strangers, mantém silêncio. Até o momento, o grupo responsável pela campanha, Aviv Melisron, não se manifestou sobre os pedidos de cancelamento que cercam a imagem da protagonista.

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