Cincinnati, Estados Unidos – O palco do PNC Pavilion, em Cincinnati, serviu de cenário na última sexta-feira para mais um capítulo na imprevisível formação da banda de Bob Dylan. O músico Jad Tariq, radicado em Memphis, estreou como o mais novo integrante do grupo, consolidando-se como o 36º guitarrista a ocupar o posto na longeva trajetória do artista.
A entrada de Tariq não foi um acaso, mas uma necessidade logística. O posto estava vago devido à ausência pontual de Julian Lage. Lage, que havia ingressado recentemente no time após a saída de Doug Lancio, precisou se afastar para cumprir compromissos profissionais previamente agendados na Europa. A situação criou um dilema técnico para a turnê: sobrecarregar o guitarrista Joel Paterson — que assumiu a função em junho, após a partida de Bob Britt — ou buscar um reforço imediato.
A dinâmica tem sido pouco ortodoxa para os padrões de um veterano do rock. Lage, por exemplo, chegou a retornar para a apresentação de 6 de julho, em Minnesota, mas sua agenda intermitente forçou a produção a adotar a filosofia da porta giratória. Ao convocar Tariq para o show de sexta-feira, Dylan evitou que Paterson carregasse o repertório sozinho, mantendo a estrutura de dupla de guitarras que parece ser a preferência atual nos arranjos de sua estrada.
A instabilidade nas cordas tem marcado os últimos meses, transformando a banda em um organismo de composição fluida. Entre saídas e chegadas rápidas, o cantor segue a rota de seus compromissos, adaptando o grupo conforme a disponibilidade dos músicos, em um ritmo que transforma cada concerto em uma peça de encaixe único.
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