O anúncio feito em março de 2025 encerrou um ciclo improvável na história do rock moderno. Após quase duas décadas ditando o ritmo nos palcos, Frank Ferrer deixou o Guns N’ Roses. O grupo agradeceu publicamente a dedicação do músico e confirmou Isaac Carpenter como o substituto oficial, consolidando a despedida do baterista que permaneceu mais tempo no posto em toda a trajetória da banda — superando, de longe, a marca dos icônicos Steven Adler e Matt Sorum somados.
A longa jornada, no entanto, começou por acaso e deveria ter durado apenas duas semanas. Em 2006, Ferrer assistia à apresentação de talentos da filha de sete anos quando o telefone tocou. Do outro lado da linha estava o baixista Tommy Stinson, velho amigo que então integrava a banda de Axl Rose. O recado foi direto: aprender uma lista de canções clássicas do Guns para cobrir Brian “Brain” Mantia, que precisava se ausentar dos shows agendados para acompanhar o nascimento de seu bebê.
O que era para ser um trabalho temporário de catorze dias transformou-se em uma dinastia de 19 anos. Ferrer gravou faixas no contestado álbum Chinese Democracy e enfrentou as constantes turbulências internas de diferentes formações. Quando o inimaginável aconteceu em 2016, com o retorno triunfal de Slash e Duff McKagan na turnê de reencontro, Rose fez questão de manter Ferrer firme nas baquetas.
A saída silenciosa agora encerra um dos capítulos mais estáveis de uma banda famosa pelos excessos e rupturas drásticas.
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