A busca pelo sucessor de Daniel Craig no papel de James Bond segue movimentando os bastidores da indústria cinematográfica, e Alison Papworth, estrela de produções clássicas do agente secreto, tem uma posição definida sobre a identidade do próximo 007: o personagem deve permanecer fiel às raízes literárias de Ian Fleming.
“Sinceramente? Espero que seja um homem”, declarou a atriz, que hoje atua como diretora de uma consultoria de design, ao Fox News Digital. Para ela, qualquer mudança drástica nesse sentido soaria estranha, já que o universo de Bond foi construído sobre uma premissa específica. O desejo dela é claro: um novo rosto, mas com a mesma essência de sempre.
A discussão sobre o próximo protagonista ganhou força após declarações de Gary Oldman. Em uma entrevista no Canadá, o ator sugeriu que seu colega de elenco em Slow Horses, Jack Lowden, estaria na disputa. Embora Oldman tenha tentado corrigir a fala posteriormente — mencionando apenas que existe uma lista curta com seis nomes e que o escolhido já teria sido definido, ainda que sem anúncio oficial —, o comentário reacendeu as apostas sobre quem vestirá o smoking.
Mudanças na estrutura da franquia
O cenário para o 26º longa da saga é novo. Desde 2025, o controle criativo está nas mãos da Amazon MGM Studios, em parceria com os produtores de longa data Michael G. Wilson e Barbara Broccoli. A pré-produção já caminha: Denis Villeneuve foi escalado para a direção e Steven Knight assina o roteiro.
Especulações de revistas especializadas, como a People, colocam nomes como Paul Mescal, Jacob Elordi e Jack O’Connell na mira do estúdio. É um momento de transição importante para uma marca que ultrapassou seis décadas de exibição nos cinemas.
Memórias dos bastidores
Para Papworth, que dividiu a tela com Roger Moore em 007 – Somente Para Seus Olhos (1981) e 007 contra Octopussy (1983), o impacto de Bond transcende o trabalho. Ela descreve Moore como um cavalheiro absoluto, sempre pronto com piadas espirituosas — uma delas envolveu um dublê que contrabandeava gordura de carne bovina em sua bagagem apenas para agradar o paladar do ator durante as filmagens na Índia.
“Não esperava participar de dois filmes. Diziam que, após o primeiro, você era descartada na pilha de ex-Bond girls. Mas Barbara Broccoli me chamou para o segundo. Bond mudou minha vida e me deu minhas duas melhores amigas”, relembra.
A realidade por trás da magia do cinema, porém, nem sempre refletia o glamour da tela. Papworth recorda o frio congelante no Pinewood Studios, perto de Londres, enquanto filmavam as cenas de luta de Octopussy, que deveriam ambientar o calor da Índia. “Estávamos todas usando maiôs vermelhos com capas, mas tivemos que colocar roupas térmicas por baixo, o que provavelmente nos deixou com um visual bem mais volumoso.”
Após encerrar sua trajetória na franquia, Papworth trilhou um caminho longe dos holofotes, focando no setor de design de interiores e em causas sociais, como o apoio a hospices infantis ao lado de Joan Collins. Mesmo após décadas, o vínculo com os fãs de 007 permanece vivo, frequentemente levando-a a eventos de autógrafos que misturam desde o elenco de Doctor Who até figuras inusitadas, mantendo viva a conexão com o personagem que ajudou a construir sua própria história.
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