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A despedida de Ozzy, lendária como ele
Celebs

A despedida de Ozzy, lendária como ele

05/07/2026 · 15:22 3 min de leitura

Há precisamente um ano, o mundo da música acordava com a notícia de que o coração de Ozzy Osbourne tinha parado de bater. Aos 76 anos, na sua própria casa, o lendário vocalista dos Black Sabbath deixava o plano físico devido a um ataque cardíaco, consequência de anos a fio a lutar contra problemas coronários e um diagnóstico severo de Parkinson. Mas para quem acompanhou os seus últimos passos, ficou claro que a sua partida não foi um golpe do destino, mas sim um desfecho que o próprio músico preparou e aceitou com uma serenidade impressionante.

O adeus definitivo começou a desenhar-se dezassete dias antes da sua morte, na noite de 5 de julho de 2025. Contra todas as ordens dos médicos, que o avisaram categoricamente de que o seu corpo frágil corria o risco de colapsar em pleno palco devido a uma sépsis recente, Ozzy insistiu em cantar. Ele confessou à sua esposa, Sharon, que sabia que o seu tempo estava a terminar e que, por isso mesmo, fazia questão de escolher a forma como iria embora. Para conseguir aguentar as dores intensas provocadas por sucessivas cirurgias na coluna, a produção instalou no centro do palco um imponente trono gótico preto. Foi dali, sentado como um rei debilitado mas indomável, que ele comandou quarenta mil pessoas na sua terra natal, em Birmingham.

Os sinais de que Ozzy estava a planear uma despedida poética estavam por todo o lado. O próprio nome escolhido para o concerto, Regresso ao Início, carregava uma enorme carga emocional, pois marcava o encerramento do ciclo exatamente no mesmo pedaço de terra onde os Black Sabbath nasceram no final da década de sessenta. Além disso, Ozzy moveu mundos para que Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward subissem ao palco juntos uma última vez, selando as pazes com o passado e oferecendo aos fãs uma reunião que muitos julgavam impossível. Nos bastidores, relatos da equipa técnica revelaram que o cantor passou os dias anteriores a oferecer objetos pessoais e recordações raras aos amigos mais próximos, como quem arruma a casa antes de partir para uma longa viagem.

No final dessa noite mágica, Ozzy não se limitou a cantar. Ele fez uma pausa longa, olhou nos olhos da multidão e fez um agradecimento profundamente comovido, expressando um amor genuíno por quem o acompanhou durante mais de meio século. Sharon Osbourne recordou mais tarde que o marido parecia ter tirado um peso enorme dos ombros ao sair daquele palco, sabendo que tinha dito tudo o que precisava. Dezassete dias depois o seu coração descansou, mas o Príncipe das Trevas conseguiu o que parecia impossível, transformando o seu próprio fim na última grande obra de arte do rock.
Se quiser continuar a recordar este momento, posso detalhar as canções escolhidas para o alinhamento dessa noite ou contar como os fãs reagiram em Birmingham nas semanas que se seguiram. Como prefere avançar?

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