A campanha da Argentina na Copa do Mundo de 2026 está sob forte cobrança pública por conta de uma sucessão de polêmicas de arbitragem. Embora a FIFA não admita oficialmente qualquer favorecimento, a contestação subiu de tom a cada mata-mata. Três seleções, sendo elas Argélia, Cabo Verde e Egito, se posicionaram formalmente ou publicamente contra decisões de campo que, na visão dos críticos, abriram o caminho da Albiceleste no torneio.
Confira o histórico completo de controvérsias em cada um dos confrontos diretos da seleção argentina na competição.
Fase de Grupos: O Caso Argélia e a Imunidade de Messi
A primeira grande onda de contestação surgiu ainda na fase de grupos. A Federação Argelina de Futebol acionou os canais da FIFA para protestar contra a dualidade de critérios disciplinares da arbitragem.
O lance crucial do jogo envolveu uma entrada dura de Lionel Messi, que atingiu com um pisão a panturrilha do capitão argelino. Os argelinos exigiam a expulsão direta do camisa 10, mas o árbitro de campo não puniu o lance com a gravidade esperada e a cabine do VAR optou por não recomendar a revisão no monitor. A comissão técnica africana classificou a decisão como um reflexo claro do peso do nome do astro argentino dentro do torneio.
16 Avos de Final: O Escândalo dos Sete Erros contra Cabo Verde
O embate mais dramático e controverso do torneio aconteceu nos 16 avos de final, onde a Argentina venceu Cabo Verde por 3 a 2 na prorrogação, após um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar. O desempenho do árbitro canadense Drew Fisher motivou uma campanha global dos torcedores cabo-verdianos na internet pedindo a saída do presidente da FIFA.
A principal bronca gira em torno de uma falta cobrada rapidamente por Lionel Messi, que marcou o gol enquanto o goleiro Vozinha ainda organizava a barreira. Imagens indicam que apenas Messi foi avisado pelo árbitro para proceder com a cobrança, pegando a defesa de Cabo Verde totalmente desprevenida. Além disso, os cabo-verdianos reclamam de inversão de critérios em faltas duras e de um pênalti ou falta clara na entrada da área ignorada pelo juiz no último segundo da prorrogação, o que impediria a chance de um empate que levaria a decisão para os pênaltis.
Para piorar o clima, vídeos na tribuna VIP flagraram o presidente da FIFA, Gianni Infantino, lamentando um gol de Cabo Verde e comemorando logo em seguida com dirigentes da Conmebol e da Federação Argentina. Posteriormente, a entidade máxima do futebol solicitou a remoção imediata por direitos autorais de vídeos que compilavam os erros do jogo nas redes sociais.
Oitavas de Final: Egito Formaliza Queixa à FIFA
A tensão atingiu o nível institucional máximo após a eliminação do Egito por 3 a 2 diante dos argentinos. Desta vez, a federação do país não ficou apenas nas reclamações de bastidores e avançou com uma representação legal.
A Associação Egípcia de Futebol enviou um ofício formal à FIFA exigindo uma investigação rigorosa sobre a atuação do árbitro francês François Letexier. Os egípcios protestam contra a anulação de um gol a seu favor por indicação do VAR e a não marcação de uma grande penalidade na área argentina. O técnico do Egito, Hossam Hassan, fez duras críticas públicas e acusou abertamente os bastidores da FIFA de estarem moldando o torneio para favorecer a permanência da Argentina na competição.
A Resposta dos Envolvidos
O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, rebateu veementemente todas as acusações, classificando as teorias de favorecimento como histórias de internet sem qualquer fundamento técnico ou esportivo. Por outro lado, Infantino tentou acalmar a pressão afirmando que seu comentário sobre ter o coração com os argentinos foi apenas uma declaração de simpatia pela festa proporcionada pelos torcedores nas arquibancadas, e não uma quebra de neutralidade da instituição.
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