O falecimento de Dolly Parton, aos 80 anos, no dia 25 de agosto, pegou o mundo de surpresa após um breve embate contra o câncer. Em uma entrevista ao programa CBS Mornings, que vai ao ar nesta quinta-feira, 10 de setembro, Stella Parton explicou o motivo de a irmã ter mantido o diagnóstico sob sigilo absoluto até o fim.
Para Dolly, a prioridade era não transmitir negatividade. Segundo Stella, ela não desejava que o público se sentisse apreensivo ou que a família fosse tomada por uma preocupação constante. Apenas um círculo restrito de parentes mais próximos foi informado sobre a situação de saúde da artista.
Um legado de carinho e superação
“Dolly não suportava energias negativas. Ela não queria que seus fãs sofressem. Algumas pessoas próximas sabiam, mas não todos os familiares”, revelou Stella.
A notícia do falecimento foi confirmada por seu sobrinho, Bryan Seaver, via Instagram. Ele relembrou a trajetória da tia, destacando tanto sua carreira musical brilhante quanto o impacto do seu projeto filantrópico, a Imagination Library. Stella acredita que a cantora ficaria comovida com a onda de homenagens que tomou conta das redes sociais.
Para a irmã, o reconhecimento de fãs, atores e outros músicos era tudo o que Dolly almejava. Ela queria que seus entes queridos vissem o tamanho do afeto que ela despertou pelo mundo, servindo como um conforto para os que ficaram.
De Nashville para o topo do mundo
A ascensão de Dolly Parton começou em 1967, ao lado de Porter Wagoner. A parceria no The Porter Wagoner Show rendeu álbuns icônicos e diversas indicações ao Grammy. No entanto, em 1974, após sete anos, ela decidiu seguir carreira solo.
Foi para explicar essa separação ao amigo Wagoner — que não recebeu a notícia nada bem — que ela compôs um de seus maiores clássicos. “Cantei a música sozinha no escritório dele, apenas eu e meu violão”, relembrou ela em conversa com Howard Stern, em 2023. Ao ouvir a composição, Wagoner teria admitido que aquela era a melhor música que ela já havia escrito, permitindo sua saída desde que pudesse produzir a faixa.
O currículo de Parton é vasto: 10 prêmios Grammy, uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood e entradas nos salões da fama do Rock, do Country e dos Compositores.
Educação através das artes
Além da música, a artista dedicou anos à Imagination Library, um programa que envia mensalmente livros para crianças, independentemente das condições financeiras de suas famílias. O projeto era uma extensão de suas próprias vivências.
- Incentivo à leitura infantil em comunidades carentes.
- Foco no desenvolvimento de sonhos e novas perspectivas.
- A crença de que livros são as sementes que transformam o futuro.
Dolly sempre reiterou que, enquanto crescia nas colinas do leste do Tennessee, tinha a certeza de que seus sonhos se realizariam. Ela via nas crianças a possibilidade de futuros médicos, inventores e artistas, acreditando que a literatura é a ferramenta fundamental para que essas sementes prosperem ao redor do planeta.
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