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Matthew Lillard diz sentir vergonha por retornar à franquia “Pânico”
Cine/Tv

Matthew Lillard diz sentir vergonha por retornar à franquia “Pânico”

18/09/2026 · 15:56 3 min de leitura

Austin, Estados Unidos – Matthew Lillard abriu o jogo durante uma sessão comemorativa de 30 anos de carreira em Austin, no Texas. O ator confessou que se sente “envergonhado” por ter aceitado retornar à franquia Pânico na sétima edição, logo após o estúdio Spyglass demitir Melissa Barrera. A decisão da empresa veio na esteira de publicações da atriz nas redes sociais sobre Israel e a guerra em Gaza.

Ao revisitar sua escolha, Lillard foi autocrítico. Ele explicou que o empolgante convite para retomar o papel de Stu Macher acabou cegando-o para a situação de sua colega de elenco. “Eu voltei para fazer o filme, fui questionado e pensei: ‘Droga, isso é brutal’. Sinto-me mal, sinto vergonha. Naquele momento, eu estava tão animado que sequer parei para pensar na trajetória da Melissa”, desabafou.

“Estou envergonhado, essa é a verdade… Eu errei. Estou do lado errado da história nesse episódio. Ainda gosto do filme, mas talvez não tenha sido a melhor ideia”, afirmou Lillard.

A exclusão de Barrera ocorreu em novembro de 2023. A atriz utilizou plataformas digitais para criticar a postura de Israel após os ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro. Em uma das postagens que geraram o atrito, ela descreveu Gaza como um “campo de concentração” e classificou as ações israelenses como genocídio e limpeza étnica. A atriz também sugeriu que a mídia ocidental oferecia uma cobertura enviesada, omitindo o lado palestino da crise.

Na época, a Spyglass justificou a demissão alegando uma política de tolerância zero contra o antissemitismo. O estúdio afirmou que as falas da atriz cruzavam limites ao usar termos como “limpeza étnica” e “distorção do Holocausto”. Barrera, por sua vez, refutou a acusação, defendendo que seu posicionamento era contra governos e não contra um povo. Mais tarde, ela chegou a concordar com a ideia de que atores que aceitaram integrar o sétimo filme teriam “furado a greve” ética de solidariedade.

Durante o evento em Austin, Lillard não poupou críticas à forma como o setor tratou o caso. Para o ator, Barrera foi uma das primeiras vozes públicas a denunciar o que ele considera a realidade do conflito, e a falta de apoio coletivo a ela foi “brutal”. Segundo ele, o mundo deveria ter reconhecido que ela estava certa, mas o silêncio prevaleceu.

Apesar da turbulência nos bastidores, a franquia manteve o fôlego comercial. Com o retorno de veteranos como Neve Campbell e o próprio Lillard, o novo capítulo atingiu a marca de US$ 200 milhões globalmente, tornando-se o filme de maior arrecadação da saga.

O editor do site Hollywood in Toto, Christian Toto, questionou o timing da declaração de Lillard após ser consultado pela Fox News Digital:

  • “Agora que a causa palestina está em alta na sua indústria de extrema-esquerda, ele tem remorso? Meses depois das filmagens? Meses após o lançamento?”
  • “Ele pretende devolver o salário? Será que ele tem consciência do que ela disse sobre Israel e sobre outros artistas que tiveram seus direitos de livre expressão questionados?”
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