A atriz Maitland Ward, conhecida por seu trabalho em produções da Disney e atual criadora de conteúdo adulto, manifestou forte desaprovação em relação à forma como a série Euphoria retrata o uso da plataforma OnlyFans. O foco da polêmica gira em torno da personagem Cassie, interpretada por Sydney Sweeney, que na terceira temporada da trama passa a vender conteúdo online para lidar com crises financeiras.
Críticas ao tom da série
Ward aponta que as cenas envolvendo a personagem são degradantes e reforçam estereótipos prejudiciais sobre quem atua na indústria do entretenimento adulto. Ela destacou momentos específicos em que a personagem aparece vestida com roupas infantis ou utilizando acessórios como chupetas, o que, segundo a atriz, flerta com temáticas de pedofilia que violam as diretrizes reais de segurança da plataforma citada na série.
Para a ex-estrela de Boy Meets World, o roteiro trata o trabalho sexual como um circo de horrores. Ela argumenta que a produção utiliza o arquétipo da mulher loira que aceita qualquer humilhação em troca de dinheiro ou fama, o que desumaniza profissionais reais que possuem carreiras, famílias e escolhas conscientes sobre o próprio corpo.
Impacto da representação
A percepção de Ward é que o programa não pretende celebrar a autonomia dos criadores, mas sim ridicularizá-los, apresentando-os como figuras excêntricas ou desequilibradas. A atriz enfatiza que muitas pessoas que trabalham no setor se esforçam diariamente para construir suas marcas e que esse tipo de exposição midiática apenas alimenta preconceitos que o setor tenta combater.
Ao longo da temporada, Cassie foi vista em situações bizarras, como beber água em uma tigela destinada a cães e realizar coreografias com corda usando roupas íntimas. Para Ward, essas escolhas de roteiro são uma forma de sensacionalismo que transforma o trabalho sexual em uma piada de mau gosto, ignorando a seriedade e o profissionalismo exigidos na área.
Trajetória e perspectiva
A trajetória de Maitland Ward na indústria do entretenimento é marcada por uma transição pouco comum. Após anos atuando em produções juvenis, onde se sentia como um produto moldado pelos estúdios para agradar ao público, ela migrou para o cinema adulto há cerca de sete anos. Diferente do que muitos previam, ela afirma ter recebido mais respeito e positividade após a mudança de carreira do que durante seus anos na televisão convencional.
A atriz reflete que, na época em que trabalhava em séries como Boy Meets World, sentia-se pressionada a seguir um padrão rígido de comportamento, tratando a si mesma como uma peça em uma engrenagem industrial. Hoje, ao observar o retrato feito por Euphoria, ela vê um reflexo de uma mentalidade de Hollywood que ainda insiste em marginalizar aqueles que rompem com as normas tradicionais de trabalho e exposição pessoal.
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