A humorista Kathy Griffin, aos 65 anos, trouxe à tona uma percepção incômoda sobre sua relação com a NBC. Segundo ela, seu nome foi riscado das listas de convidados do Tonight Show, comandado por Jimmy Fallon, sob a justificativa tácita de que sua postura pública é inadequada ou explosiva demais para o formato atual da atração.
Em um vídeo compartilhado na terça-feira, a artista pontuou que não pisa no palco do programa desde 2013, época em que Jay Leno ainda ocupava a bancada. Para ela, o silêncio da produção é a forma padrão de exclusão na indústria televisiva: as emissoras raramente comunicam um veto formal, apenas deixam de encontrar espaço para determinados talentos.
Embora tenha ressaltado que Fallon sempre manteve uma conduta cordial durante o período em que ele comandava o Late Night, entre 2009 e 2014, Griffin não poupou críticas às escolhas editoriais recentes do apresentador. Ela questionou abertamente a decisão de levar Conor McGregor ao programa em 16 de junho, classificando o convite como uma mensagem nociva para mulheres e grupos marginalizados. No entendimento da comediante, dar espaço a figuras públicas que enfrentaram graves acusações de violência serve apenas para normalizar abusos.
Griffin também relembrou episódios anteriores que marcaram negativamente sua visão sobre o talk show, incluindo a entrevista de 2016 com Donald Trump, na qual Fallon interagiu com o cabelo do então candidato à presidência. “É hora de decidirmos quem realmente merece ser cancelado”, provocou a artista, que se autointitula a celebridade mais cancelada da história.
A trajetória da comediante é marcada por polêmicas intensas, como a imagem de 2017 em que simulava a decapitação de Trump — um ato pelo qual ela afirma, ainda hoje, sentir orgulho, apesar das consequências devastadoras para sua carreira na época. Recentemente, a artista tem se mantido longe dos holofotes tradicionais, focando em projetos independentes, como o especial My Life on the PTSD List, e em posicionamentos políticos incisivos, como a doação de 10 mil dólares para o deputado Eric Swalwell em abril deste ano.
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