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John Loring morre aos 86 anos em Palm Beach após expandir Tiffany de 7 lojas para rede global
Fashion

John Loring morre aos 86 anos em Palm Beach após expandir Tiffany de 7 lojas para rede global

09/06/2026 · 17:05 2 min de leitura

Palm Beach, Estados Unidos – O mercado de luxo perdeu esta semana uma de suas figuras mais emblemáticas. John Loring, o homem por trás da estética moderna da Tiffany & Co., faleceu aos 86 anos em Palm Beach. Sua partida encerra um ciclo de três décadas em que ele não apenas serviu como diretor de design da companhia, entre 1979 e 2009, mas definiu o próprio espírito da marca.

Formado em Yale e com passagens pela École des Beaux-Arts, em Paris, Loring chegou à joalheria com um olhar apurado de quem já havia sido chefe do escritório da Architectural Digest em Nova York. Sua atuação foi decisiva para a expansão da empresa. Quando assumiu o posto, a Tiffany operava apenas sete unidades; sob sua curadoria, a rede tornou-se um fenômeno global. Ele viajava o mundo buscando itens singulares — de relógios suíços a cerâmicas portuguesas — que comporiam as prateleiras da grife.

Apesar de ser frequentemente rotulado como um “árbitro do bom gosto”, Loring rejeitava o título. Em uma entrevista de 1992, confessou que a ideia de ditar o estilo soava repugnante, pois temia que isso gerasse uma padronização nociva à imaginação humana. Sua mente criativa era inquieta e multifacetada: além das joias, teve obras exibidas no MoMA, no Whitney e no Metropolitan Museum of Art.

Após sua aposentadoria em 2009, Loring manteve o cargo de diretor de design emérito. Sua relação com a Tiffany foi além da gestão comercial. Ele foi autor de diversos livros sobre a história da casa, alguns deles editados pela lendária Jacqueline Kennedy Onassis durante seu período na Doubleday. O legado de Loring permanece guardado, inclusive em arquivos na Universidade de Columbia, que documentam uma vida cercada por nomes como Peggy Guggenheim, Elsa Peretti e membros da realeza europeia.

Para aqueles que conviveram com ele, a memória de Loring vai muito além do profissionalismo. O fotógrafo Harry Benson, seu amigo de longa data, resumia sua personalidade com precisão: ele era alguém que sabia muito sobre tudo, sem jamais tornar esse saber cansativo. Loring deixa uma marca indelével na história do design, provando que a elegância, mais do que seguir normas, exige uma paixão constante pelo artesanato e pela beleza.

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