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Julia Fox assume a direção de seu primeiro longa-metragem sobre a Nova York de 1993
Cinema

Julia Fox assume a direção de seu primeiro longa-metragem sobre a Nova York de 1993

17/08/2026 · 19:07 2 min de leitura

Nova York, Estados Unidos – O universo de Julia Fox, figura central da cena fashion e cultural de Manhattan, ganha uma nova camada de complexidade. Conhecida pela atuação em Joias Brutas e por sua trajetória como escritora, ela prepara agora sua estreia na direção de longas-metragens com Sixth Avenue Saints, um projeto que também leva sua assinatura no roteiro.

A trama mergulha na Nova York de 1993, um cenário anterior ao processo de gentrificação que transformou o Brooklyn e o centro de Manhattan. O enredo acompanha Luan, um garoto de 12 anos que tenta encontrar seu lugar em um ambiente familiar instável em Coney Island. Sua jornada ganha um novo contorno quando ele cruza o caminho de Frankie, um jovem sem-teto que sobrevive de forma independente pelas ruas. É através dessa amizade que o protagonista descobre uma realidade oculta da metrópole, habitada por trabalhadores do sexo, usuários de drogas e figuras marginalizadas que circulavam pelos cais da época.

A produção já iniciou a busca por figurantes que consigam transmitir a autenticidade daquele período e da atmosfera específica da cidade. De acordo com anúncios publicados na plataforma Backstage, a equipe de casting, liderada por Katya Chernetsova, recruta adultos entre 35 e 79 anos para compor o cenário. O cachê oferecido é de 20 dólares por hora, com uma garantia mínima de 100 dólares por dia de trabalho, sendo que a experiência profissional prévia não é um requisito obrigatório para os interessados.

Embora este seja o primeiro filme de longa duração de Fox, a diretora de 36 anos não é iniciante atrás das câmeras. Em 2021, ela escreveu e dirigiu o curta-metragem Fantasy Girls, obra que também abordava a vida de trabalhadoras do sexo. Após o sucesso de seu livro de memórias publicado em 2023, Down the Drain, a artista consolida sua transição para o cinema autoral, revisitando as cicatrizes e a energia bruta que definiram o passado recente de Nova York.

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