Madri, Espanha – O cantor Bad Bunny acaba de redefinir o alcance comercial de um artista que não canta em inglês. Com a turnê Debí Tirar Más Fotos, ele ultrapassou a barreira de 1 bilhão de dólares em receita bruta total ao longo da carreira, tornando-se o primeiro nome da música latina a alcançar esse patamar. O dado ganha peso ao notar que o clube exclusivo dos artistas que atingiram essa marca soma menos de 25 nomes em toda a história.
O que mais intriga o mercado é a estratégia por trás do roteiro. Enquanto a maior parte das superproduções globais depende do mercado americano para alavancar números, Bad Bunny ignorou os Estados Unidos completamente. O resultado é um recorde inusitado: a turnê mais lucrativa e com maior volume de vendas da história a não pisar em solo estadunidense, focando esforços em estádios na América do Sul, Austrália, Ásia e Europa.
A série atual de shows é, de longe, o projeto mais rentável da trajetória do artista. Até o momento, a contabilidade aponta 360 milhões de dólares arrecadados e 2,4 milhões de ingressos vendidos. O desempenho deixou para trás os números de sua investida anterior, a World’s Hottest Tour de 2022, que encerrou o ciclo com 314,4 milhões de dólares e 1,9 milhão de bilhetes comercializados.
Entre os destaques do giro mundial, o desempenho na Espanha merece atenção. O cantor realizou uma residência de dez apresentações em Madrid, consolidando uma conexão direta com o público europeu que dispensa a necessidade de recorrer ao circuito norte-americano. O sucesso estrondoso não é apenas um reflexo de popularidade, mas uma mudança clara na forma como artistas globais podem estruturar suas agendas de shows daqui para frente.
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