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Atriz Hannah Murray revela em livro os 28 dias de surto que viveu em seita de bem-estar
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Atriz Hannah Murray revela em livro os 28 dias de surto que viveu em seita de bem-estar

07/07/2026 · 08:00 2 min de leitura

Em 2017, exausta pelas filmagens do longa-metragem “Detroit” — uma produção marcada por cenas violentas —, a atriz britânica Hannah Murray buscou refúgio na terapia holística. O que parecia uma busca por equilíbrio emocional, contudo, tornou-se o início de um pesadelo. Aos 36 anos, a intérprete de Gilly na série “Game of Thrones” expõe essa espiral de manipulação e delírio em sua nova autobiografia, “The Make-Believe: A Memoir of Magic and Madness”.

A porta de entrada foi uma sessão de cura energética de 150 dólares com uma terapeuta chamada Grace. Rapidamente, Hannah foi tragada por um grupo de bem-estar liderado por Steve, um homem que ela passou a enxergar como uma figura divina. A influência psicológica culminou em um surto psicótico durante um retiro de cinco dias em Londres. O colapso a levou a uma internação compulsória de 28 dias no Gordon Hospital.

Delírios e rituais de isolamento

Dentro da clínica, a mente de Hannah distorceu completamente a realidade. Ela acreditava que a ala psiquiátrica era um palácio e chegou a tentar beijar um funcionário do serviço de saúde britânico, convicta de que era o líder da seita disfarçado. Em um dos episódios mais extremos descritos no livro, a atriz conta que bebeu a própria urina no quarto, encarando o ato como um ritual de autossuficiência que a dispensaria de comer.

O distanciamento físico e o reencontro com a família e amigos ajudaram Hannah a recuperar a lucidez aos poucos. Ao reaver seu celular, ela confrontou Steve por mensagens de texto, exigindo explicações. Ele negou as acusações, alegando que sequer controlava a rotina de seus seguidores. Embora tenha recebido alta hospitalar, a atriz ressalta que o processo de recuperação foi longo e complexo.

Hoje afastada da atuação, Hannah alerta sobre os perigos ocultos na bilionária indústria do bem-estar. Para ela, o estigma em torno das internações psiquiátricas precisa acabar, mostrando que qualquer pessoa, independente de classe social ou instrução, está vulnerável a cair em armadilhas psicológicas semelhantes.

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