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“Faço isso há quatro décadas. Jamais presenciei algo parecido em uma excursão ou em qualquer outro ambiente”, declara Nuno Bettencourt

09/09/2025 10:13 AM

Após integrar a derradeira apresentação de Ozzy no dia 5 de julho e ser um dos convidados a prestar tributo ao Madman no MTV Video Music Awards 2025, o instrumentista Nuno Bettencourt, integrante do Extreme, decidiu compartilhar um pouco dessas vivências.

A entrevista foi concedida ao Page Six, onde Nuno abriu o coração, revelando inclusive ocorrências internas do evento “Back To The Beginning”.

Indagado sobre o significado de poder reverenciar Ozzy nestas duas oportunidades, Nuno afirmou:

“Veja, isso representou tudo, sobretudo para mim, que aos 15 anos, como aprendiz de guitarra, estava começando a escutar Rock e Metal, e ele foi uma espécie de mentor para nossa geração. Ele iniciou a trajetória no começo da década de 70 e, a partir dali, o Rock se tornou progressivamente mais intenso. E sobre Ozzy, o que realizou com o Black Sabbath, e depois deixou o grupo para ter uma jornada totalmente distinta como Ozzy Osbourne, artista solo, e posteriormente virou uma figura de reality show — esse homem impactou a cultura de inúmeras maneiras e influenciou a todos nós de formas muito diversas. Então, significou absolutamente tudo.

Principalmente por ter participado da última apresentação em Birmingham, ter ido lá, tocado, conversado com ele e me despedido. Nós não sabíamos que ele partiria tão cedo depois disso — quer dizer, desconfiávamos, mas não tínhamos certeza, entende? Estar presente nesse momento foi verdadeiramente especial.”

Sobre como foi participar do último espetáculo de Ozzy e do Black Sabbath, em Birmingham, Nuno revelou um episódio pessoal:

“Quando eu tinha 15 anos e o guitarrista dele, Randy Rhoads, faleceu em um acidente aéreo gravíssimo, eu, aos 14, acreditava que poderia substituí-lo. Surgiu um anúncio para enviar uma fita cassete. Então, preparei uma gravação aos 15 anos e encaminhei. ‘Este é o meu momento. Vou conseguir’. Claro que não. Nunca houve retorno. Doze anos mais tarde, estava abrindo um show do Aerosmith com o Extreme em Londres, e minha chance estava finalmente se aproximando. Alguém me disse: ‘Sharon acabou de ligar. Ozzy quer você. Ele quer que você integre a banda’. Isso foi em 1995, 96. E eu recusei. Eu estava em um grupo que começava a ganhar projeção, o Extreme, e tínhamos lançado sucessos.

Mas as últimas palavras que trocamos quando tiramos a grande foto daquele elenco de músicos no ‘Back To The Beginning’, e eu estava ajoelhado aos pés dele, apertei sua mão e disse: ‘Obrigado por tudo e obrigado, Ozzy, pelo que você representa para mim’. E ele me puxou pela mão e disse: ‘Você foi o único guitarrista que me disse não’. Mas ele riu logo em seguida. E então declarou: ‘Eu te amo’. Ele riu novamente. E disse: ‘Obrigado por estar aqui’. E eu respondi: ‘Obrigado’. Eu disse: ‘Obrigado por tudo’.”