Zoe Saldaña decidiu traçar uma linha divisória em sua trajetória profissional no que diz respeito ao vasto império televisivo de Taylor Sheridan. A atriz, que encabeça o elenco do drama de espionagem da CIA “Lioness” na pele de Joe McNamara, confessa que a exigência do papel chega ao seu limite, sobrando pouco espaço para se aventurar em outras produções do prolífico criador.
“Sinto que Joe McNamara e ‘Lioness’ é tudo o que dou conta de carregar neste momento”, declarou a artista em entrevista à revista People.
Para Saldaña, liderar a série envolve uma rotina exaustiva que começa muito antes de as câmeras serem ligadas. Ela assume o posto de número um na lista de chamadas, o que significa ser a primeira a chegar e a última a sair do set. O processo de preparação, segundo ela, inicia-se meses antes de qualquer outro integrante da equipe entrar em cena. Por isso, a ideia de acumular novos projetos sob a batuta de Sheridan está fora de cogitação.
Uma parceria baseada na confiança
Embora não pretenda ampliar sua colaboração com o autor, ela acredita que as três temporadas de parceria consolidaram uma relação de confiança mútua. Saldaña destaca que o criador reconhece nela características que se assemelham à sua personagem: a confiabilidade, a franqueza e uma postura inabalável — além de ser uma pessoa que defende seus pontos de vista com garra e intelecto.
“Tenho minhas próprias visões e entro em cena com todo o meu coração, cérebro e energia. Então, não, sinto que aqui em ‘Lioness’ estou muito bem atendida”, afirmou.
A dedicação, no entanto, veio acompanhada de insegurança. Antes da estreia da terceira temporada, em 2 de agosto, a atriz admitiu ter duvidado se conseguiria dar conta de todas as exigências do papel, classificando a experiência como “muito exigente”.
O futuro incerto de Joe McNamara
Com o encerramento do terceiro ano da série em 20 de setembro, o futuro permanece em suspenso: a Paramount+ ainda não oficializou uma quarta temporada. Os episódios recentes elevaram a tensão ao colocar a vida pessoal, o casamento e a segurança familiar de Joe no centro de uma perigosa conspiração da CIA.
Um dos pontos que torna a personagem única para Saldaña é a forma como Sheridan escreveu o papel: sem se prender a definições de gênero. Para ela, a construção de Joe transcende o sexo do personagem, focando no mérito humano.
“Já vimos muitas histórias de homens que ocupam o lugar de Joe”, refletiu a atriz. “Quando alguém escreve algo tão incrível que ignora questões de gênero ou raça, focando apenas no valor do indivíduo, abre-se um leque maior de atores capazes de disputar o papel.”
Apesar de não querer mais obras no currículo sob a assinatura de Sheridan, Saldaña não esconde a admiração técnica pelo autor: “Tenho um respeito imenso por homens que realmente sabem como escrever mulheres. Sinto-me extremamente honrada por ele ter concebido Joe como uma mulher após esses três anos de trabalho.”
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