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Vocalista do Black Crowes gera polêmica ao confrontar público em show na Flórida
Música

Vocalista do Black Crowes gera polêmica ao confrontar público em show na Flórida

02/06/2026 · 18:03 2 min de leitura

Tampa, Estados Unidos – O clima esquentou no show dos Black Crowes em Tampa, Flórida, no último fim de semana. A banda, que se apresentava com sua mascote, o Tio Sam, em um telão, viu a plateia entoar gritos de “U.S.A.”. A reação do vocalista Chris Robinson, no entanto, não foi a esperada por parte do público, acendendo um debate online sobre a linha entre arte e engajamento político em eventos musicais.

Ao invés de embarcar na onda patriótica, Robinson, segundo relatos, respondeu com um seco “Obrigado pela aula de geografia” e, em seguida, questionou a euforia: “Não sei do que vocês têm tanto orgulho agora.” A fala desagradou uma parcela dos presentes, que vaiaram e alguns até deixaram o local antes do término da apresentação.

Vídeos que circulam na internet capturam o vocalista ampliando o discurso, afirmando: “Alguns de nós têm fé de verdade. Para aqueles de vocês que estão nos vaiando, alguns de nós não têm medo. E, com certeza, não somos ignorantes.” As palavras geraram uma enxurrada de reações nas redes sociais.

Enquanto alguns internautas questionavam a pertinência de introduzir política em um show, buscando um momento de lazer, outros defenderam a atitude de Robinson. Argumentos apontavam para o histórico de transgressão do rock and roll e a personalidade rebelde do vocalista, argumentando que descontentar parte do público faz parte da proposta artística. “Chris pode dizer o que quiser, e a plateia pode escolher ir embora. Qual o problema? Alguém se sentiu ofendido?”, questionou um fã, defendendo a liberdade de expressão no palco.

Essa polêmica reacende discussões sobre outros artistas. Bruce Springsteen, por exemplo, tem sido vocal em suas críticas a Donald Trump e à administração americana, utilizando seus shows para discursar sobre os rumos políticos do país. Em uma apresentação recente, ele pediu ao público para “escolher esperança sobre o medo, democracia sobre autoritarismo”, demonstrando a variedade de abordagens quando o tema é a relação entre música e o cenário político.

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