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Mackenzie Phillips relembra uso de drogas nos bastidores de série clássica
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Mackenzie Phillips relembra uso de drogas nos bastidores de série clássica

31/05/2026 · 15:00 4 min de leitura

A atriz Mackenzie Phillips, aos 66 anos, revisita o período em que estrelou o seriado One Day at a Time com um olhar franco sobre os bastidores da produção que a tornou famosa na década de 1970. Em um relato aberto, ela detalhou hábitos que dividia com sua colega de elenco, Valerie Bertinelli, durante os intervalos das gravações entre 1975 e 1984. O que para muitos era apenas a imagem de duas irmãs adolescentes na televisão escondia uma realidade bem mais complexa longe das câmeras.

Bastidores e excessos

Phillips revelou que a rotina de trabalho era pontuada por momentos de consumo de substâncias ilícitas. Segundo a atriz, não era incomum que ela e Bertinelli aproveitassem o horário de almoço para se dirigir à sua residência, onde bebiam vinho e utilizavam cocaína. A prática, conforme o relato, estendia-se até mesmo para os camarins da emissora. Ela esclarece, contudo, que a dinâmica entre as duas era distinta no que diz respeito ao vício. Enquanto Phillips enfrentava uma dependência grave, Bertinelli não possuía o mesmo perfil de adicção, embora participasse do uso recreativo naquele período da juventude em Hollywood.

A percepção de Phillips sobre aqueles anos mudou com o passar do tempo. Hoje, ela enxerga o fato de ter sido flagrada usando drogas não como uma tragédia, mas como um ponto de virada necessário em sua trajetória pessoal. A atriz, que construiu uma carreira marcada tanto pelo estrelato precoce quanto pela luta contra o abuso de substâncias, sustenta que a exposição pública de seus erros acabou sendo um mecanismo de sobrevivência.

A construção da resiliência

A amizade entre as duas protagonistas sobreviveu ao teste do tempo e das dificuldades. Mesmo após o fim da série, o laço afetivo permaneceu, embora tenha sido tensionado pelos anos em que Phillips enfrentou crises agudas de dependência. Ela descreve um processo paciente de reparação, no qual costumava deixar mensagens de voz para Bertinelli compartilhando marcos de sua sobriedade, sem esperar uma resposta imediata. A relação, que hoje é celebrada com homenagens em redes sociais, como a comemoração recente dos 65 anos de Bertinelli, tornou-se um símbolo da trajetória de superação de Phillips.

Para a atriz, a fé e a aceitação de sua história são os pilares que a mantêm centrada atualmente. Ela rejeita qualquer sentimento de pena vindo de terceiros, argumentando que cada evento de sua vida, por mais penoso que tenha sido, foi fundamental para moldar a mulher que ela é hoje. Phillips recusa a ideia de apagar capítulos do passado, acreditando que a resiliência é um músculo desenvolvido através das provações. Ela define sua própria capacidade de superação como uma necessidade vital, um caminho de “resiliência ou morte”.

Propósito e novas perspectivas

A experiência de vida de Mackenzie Phillips transbordou a atuação. Ela encontrou um novo propósito profissional ao atuar como conselheira e gestora em centros de tratamento para dependentes químicos. Ao compartilhar o que chama de boas notícias sobre a recuperação, ela encontrou uma forma de transformar o trauma em auxílio para outras pessoas. Mesmo ao retornar ao trabalho artístico, como em sua participação na série Orange Is the New Black, ela afirma que interpretar personagens com problemas de abuso de substâncias não a desestabiliza, pois consegue separar a ficção de sua vivência pessoal.

Reflexões sobre o passado

Um dos pontos mais delicados revisitados pela atriz diz respeito à sua relação com o pai, o músico John Phillips. Em reflexões mais maduras, ela admite ter compreendido que o conceito de consentimento não se aplicava às interações que teve com ele durante a infância e adolescência. A atriz reconhece agora o peso da manipulação e do desequilíbrio de poder, admitindo que, por muito tempo, sentiu necessidade de proteger o agressor, um comportamento comum entre sobreviventes de abuso. Essa nova clareza sobre sua própria história de vida, que já foi tema de livros de memórias, continua sendo um processo de descoberta e afirmação para a artista, que agora pondera até mesmo a possibilidade de documentar os detalhes que ficaram de fora de suas obras anteriores.

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