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Lito Sousa morre aos 59 anos após diagnóstico de doença degenerativa rara
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Lito Sousa morre aos 59 anos após diagnóstico de doença degenerativa rara

01/10/2026 · 20:21 2 min de leitura

O influenciador, empresário e criador de conteúdo Lito Sousa faleceu nesta quinta-feira (1º/10), aos 59 anos. O óbito ocorreu menos de dois meses após a confirmação de que ele sofria da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma patologia neurológica grave. A confirmação do falecimento foi feita por familiares através de comunicações publicadas na internet.

Em um pronunciamento gravado, sua esposa, Mila Seidl, descreveu a despedida como um momento de profunda incompreensão, ressaltando o sentimento de que, apesar da brevidade do quadro clínico, ele teria cumprido seu propósito em vida. Além do desafio neurológico recente, Lito já enfrentava desde o início deste ano um diagnóstico de câncer de próstata em estágio inicial.

Uso de medicamento experimental

Na tentativa de frear a progressão da doença, Lito tornou-se o primeiro paciente no país a utilizar a substância experimental ALN-6457. O acesso ao fármaco foi possível mediante uma autorização excepcional concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), permitindo a importação do composto em 11 de setembro. Até então, o tratamento havia sido submetido apenas a testes em modelos animais.

A doença de Creutzfeldt-Jakob, que pertence ao grupo das patologias priônicas, tem como mecanismo a formação de príons, que são proteínas anormais que se acumulam no tecido cerebral. Estes agentes infecciosos apresentam alta resistência a processos físico-químicos comuns e são menores que os vírus, causando um processo de degeneração neurológica rápida e fatal.

Características da condição

O diagnóstico da DCJ é complexo, pois os sintomas iniciais frequentemente mimetizam outras formas de demência e quadros neurológicos, dificultando a identificação precoce. A deterioração das funções psicomotoras ocorre de forma acelerada, e as estatísticas indicam que cerca de 90% dos pacientes evoluem a óbito em até 12 meses.

Registros oficiais mostram que a doença é de notificação compulsória no sistema de saúde brasileiro desde 2005. Dados compilados pelo Ministério da Saúde até 2021 contabilizaram 1.576 casos suspeitos no país, com maior incidência observada na faixa etária entre 55 e 74 anos.

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