Nova York, Estados Unidos – O juiz Curtis Farber declarou a anulação do julgamento de Harvey Weinstein em Nova York na última sexta-feira, após o júri não conseguir chegar a um veredito unânime sobre a acusação de estupro envolvendo Jessica Mann em 2013. O impasse encerra o terceiro processo sobre o mesmo caso, mantendo a acusação em um limbo jurídico enquanto o ex-produtor de Hollywood permanece detido por outras condenações em diferentes estados americanos.
Argumentos da defesa e da acusação
Durante as três semanas de depoimentos, a equipe de defesa sustentou que o encontro entre Weinstein e Mann foi consensual. Os advogados apontaram que a cabeleireira manteve contato com o réu e demonstrou afeto após o episódio, enquanto a denunciante descreveu um cenário complexo de sentimentos conflitantes. A postura de Mann mudou apenas em 2017, quando o movimento #MeToo deu voz a dezenas de outras mulheres que relataram abusos cometidos pelo executivo.
Após o anúncio do juiz, Mann reafirmou a veracidade de seu relato e a violência sofrida. Ela destacou o desgaste emocional de reviver os momentos mais difíceis de sua vida diante de tribunais, enfrentando tentativas constantes de humilhação e descrédito. Para a denunciante, a decisão não apaga a verdade dos fatos, embora evidencie o poder que predadores ainda exercem sobre o sistema de justiça.
Desdobramentos do caso
A promotoria de Nova York, representada por Alvin Bragg, expressou desapontamento com o resultado, mas reforçou o respeito ao sistema de júri. O órgão confirmou que avaliará os próximos passos em conjunto com a vítima, levando em conta a sentença pendente de Weinstein por outra condenação anterior. O compromisso de processar crimes de violência sexual, independentemente do réu, permanece como o foco central da promotoria.
A trajetória judicial de Weinstein é marcada por reviravoltas. Em 2024, uma condenação anterior de 2020 foi anulada por um tribunal de apelações, que entendeu que o juiz original permitiu o depoimento de testemunhas sobre fatos não relacionados às acusações específicas do processo. Naquela ocasião, ele cumpria uma pena de 23 anos pelo ataque a Mimi Haley e pelo estupro de Mann.
Contexto de condenações
Fora de Nova York, o cenário é distinto. Em dezembro de 2022, Weinstein foi considerado culpado em Los Angeles por estupro e má conduta sexual, recebendo uma pena de 16 anos de prisão. O ex-magnata, que já foi uma das figuras mais influentes da indústria cinematográfica como cofundador da Miramax, viu sua carreira ruir após ser acusado por mais de 80 mulheres. A defesa do produtor já sinalizou que pretende recorrer da condenação californiana, mantendo a batalha jurídica em curso.
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