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Danny Glover aos 79 anos enfrenta diagnóstico de Alzheimer e planeja manter legado social
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Danny Glover aos 79 anos enfrenta diagnóstico de Alzheimer e planeja manter legado social

01/07/2026 · 21:48 2 min de leitura

Aos 79 anos, Danny Glover enfrenta um dos capítulos mais complexos de sua trajetória. O ator, conhecido mundialmente por sua atuação como o detetive Roger Murtaugh na franquia Máquina Mortífera, revelou publicamente o diagnóstico de Alzheimer. Durante uma entrevista recente, ele detalhou como a condição degenerativa começou a interferir em sua fala, na memória e nos movimentos corporais.

A decisão de tornar o quadro clínico público foi tomada em conjunto com sua família. O objetivo é claro: fomentar o debate sobre a doença e combater o estigma que cerca o envelhecimento e o declínio cognitivo. Sua filha, Mandisa, enfatizou que o gesto é uma forma de o pai manter o protagonismo sobre sua própria história, aceitando a naturalidade do processo de envelhecimento.

Glover, que acumula quase 200 créditos em cinema e televisão, recebeu um Oscar honorário em 2022, pouco tempo antes da descoberta da enfermidade. Ao relembrar a carreira, ele destacou o longa Um Lugar no Coração, de 1984, como seu trabalho mais significativo. A produção é marcada por uma memória pessoal dolorosa, já que ele recebeu o convite para o papel no mesmo dia em que sua mãe faleceu em um acidente de carro.

Mesmo diante do avanço da patologia, que afeta hoje mais de 7 milhões de americanos com mais de 65 anos, o ator evita se retirar completamente da vida pública. Ele segue focado na atuação comunitária e na gestão da Louverture Films, produtora que fundou para dar voz a histórias de comunidades marginalizadas. A arte, para ele, continua sendo um refúgio necessário para interpretar os dilemas do mundo moderno.

Ao ser questionado sobre o futuro e o que ainda deseja realizar, o veterano foi enfático. O ator pretende dedicar o tempo restante para dialogar com as gerações mais jovens sobre suas responsabilidades sociais. Mantendo a humildade de sempre, ele reflete que, embora ainda tenha muito a ensinar, também sente que mantém uma capacidade inesgotável de aprender, independentemente dos obstáculos impostos pelo Alzheimer.

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