A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou, nesta quarta-feira (27), o projeto Praça Onze Maravilha, iniciativa da Prefeitura que propõe uma ampla revitalização da região central da cidade. A proposta foi aprovada por 35 votos favoráveis e 3 contrários.
O projeto prevê uma profunda transformação urbanística em uma área de aproximadamente 2,5 milhões de metros quadrados, abrangendo bairros como Centro, Lapa, Catumbi, Estácio e Cidade Nova. Entre as principais intervenções está a demolição do Elevado 31 de Março, que atualmente liga o Centro à Zona Norte e atravessa a região do Sambódromo.
Antes da votação, o texto recebeu mais de 180 emendas parlamentares, além de diversas subemendas, resultado de negociações entre vereadores e técnicos da Prefeitura.
Embora a versão final do projeto ainda não tenha sido divulgada, o líder do governo na Câmara, vereador Márcio Ribeiro (PSD), informou que foi incluída uma garantia de que, caso haja necessidade de remoção de moradores, as famílias deverão ser reassentadas na própria região.
Revitalização urbana
Batizado de Praça Onze Maravilha, o projeto busca reconectar áreas historicamente separadas pelo elevado, seguindo um conceito semelhante ao adotado na revitalização da região portuária após a demolição da Perimetral.
Além da retirada do viaduto, o plano contempla a criação de novas vias, ampliação de áreas verdes, modernização da iluminação pública, melhorias na drenagem, construção de equipamentos culturais e alargamento de calçadas.
Outro destaque é a construção de um mergulhão entre as ruas Frei Caneca e Salvador de Sá. Sobre a estrutura subterrânea será implantada uma nova praça para uso público.
O projeto também prevê a implantação de empreendimentos residenciais e comerciais com o objetivo de incentivar a ocupação permanente da região central. O Sambódromo será preservado, mas passará por obras de modernização e terá seus acessos readequados.
Investimento
A Prefeitura estima um investimento de R$ 1,75 bilhão, com financiamento totalmente realizado pela iniciativa privada, por meio de concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e instrumentos urbanísticos. A expectativa da administração municipal é que todas as intervenções sejam concluídas até 2032.
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