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Cenipa conclui relatório sobre incidente com avião do DJ Alok em Juiz de Fora
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Cenipa conclui relatório sobre incidente com avião do DJ Alok em Juiz de Fora

13/12/2025 · 22:22 2 min de leitura

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu o relatório final sobre o incidente envolvendo a aeronave que transportava o DJ Alok, ocorrido em 20 de maio de 2018, no Aeroporto da Serrinha, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Nove pessoas estavam a bordo no momento do ocorrido e ninguém ficou ferido.

De acordo com o documento, divulgado pelo Comando da Aeronáutica em 25 de novembro de 2025, o incidente foi provocado por uma combinação de fatores, incluindo excesso de peso da aeronave, falhas no planejamento do voo e a decisão tardia da tripulação em abortar a decolagem.

A aeronave envolvida era um Cessna 560XL, prefixo PR-AAA, de propriedade do artista. Segundo o relatório, o jato tentou decolar com cerca de 175 quilos acima do peso máximo permitido pelo fabricante. O limite estabelecido para o modelo é de 9.072 quilos, mas, no momento da tentativa de decolagem, o peso estimado era de aproximadamente 9.247 quilos.

Durante a corrida de decolagem, o sistema da aeronave emitiu por duas vezes o alerta crítico “NO TAKEOFF”, que indica que o avião não está devidamente configurado para uma decolagem segura. Ainda assim, os pilotos prosseguiram com o procedimento até próximo da velocidade de rotação (VR), momento em que decidiram abortar a manobra.

Como a interrupção ocorreu já em alta velocidade, a aeronave não conseguiu parar dentro dos limites da pista, ultrapassando o final e parando em uma ribanceira próxima ao aeroporto.

Embarque não planejado contribuiu para erro de cálculo

O relatório também aponta falhas no gerenciamento do voo. A aeronave tinha como destino o Aeródromo Val de Cans – Júlio Cezar Ribeiro, em Belém, no Pará, após uma apresentação do DJ em Juiz de Fora.

Além dos dois pilotos, sete passageiros estavam a bordo. Três deles embarcaram sem coordenação prévia com a tripulação, e essa alteração não foi registrada no sistema de gerenciamento de voo (FMS). Com isso, os pilotos acreditavam que a aeronave estava dentro dos limites operacionais de peso, o que não correspondia à realidade no momento da decolagem.

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