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Há 30 anos, morria Freddie Mercury

11/24/2021 12:57 PM
foto: Imago Images / United Archives via Reuters Connect

Há exatos 30 anos, no dia 24 de novembro de 1991, uma das principais vozes do mundo do rock se calava para sempre. Com apenas 45 anos, o vocalista do grupo Queen, Freddie Mercury, perdia a vida após uma intensa batalha contra o vírus da AIDS.

Vale lembrar que naquela época o mais eficaz tratamento contra a doença ainda era a azidotimidina (AZT) e os coquetéis antivirais ainda não haviam sido descobertos. Além disso, os portadores do vírus ainda tinham que enfrentar o preconceito da sociedade global. Mesmo com tantos boatos sobre sua saúde, Mercury somente anunciou oficialmente que era soropositivo apenas um dia antes de morrer.

Os sinais de que o artista, declaradamente homossexual, convivia com o vírus pareciam claros para os fãs: a banda não fazia turnês desde 1986. Depois disso, em raras aparições públicas, ele estava bem mais magro e, nos dois clipes que foram feitos para promover o álbum Innuendo, as imagens eram em preto e branco e Mercury aparecia com muita maquiagem ou fantasiado.

Naquela época foi gravada também a canção The Show Must Go On, uma espécie de despedida do cantor para todos aqueles que o acompanhavam. A letra da música, inclusive, diz: “O show tem que continuar / vou enfrentar com um sorriso / eu nunca vou desistir”.

Nascido em Zanzibar, atual Tanzânia, em 5 de setembro de 1946, sob o nome de Farrokh Bulsara, o artista é até hoje lembrado com carinho por muitos admiradores e fãs em todo o mundo. Suas canções ainda embalam romances, espetáculos esportivos e sua voz merece um lugar especial na história da humanidade. Exemplo disso é que, em 2016, um grupo de cientistas austríacos, checos e suecos investigou o vibrato e o tom de voz de Freddie Mercury. A investigação mostrou que os vibrato (vibrações produzidas pelo tremor nervoso no diafragma e laringe para libertar a nota de voz) variam de 5,4 Hz a 6,9 Hz. Chegando a 6,9 Hz já é extraordinariamente poderosa. Foi constatado que o vibrato da voz de Freddie Mercury era de 7,04 Hz, muito acima da média.

Em novembro de 2018, a biografia do cantor chegou ao público por meio do filme Bohemian Rhapsody. O norte-americano Rami Malek interpretou tão bem Mercury na produção que recebeu no ano seguinte o Oscar de melhor ator.