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Procura por jogos de tabuleiro cresce na pandemia, garante CEO da My Toy Brinquedos

04/05/2021 18:07

A pandemia e o isolamento social trouxeram um maior tempo de convívio em família, mesmo que indiretamente. Além dos pais, que passaram a ter a casa como local de trabalho, os filhos também começaram a requerer mais atenção dos responsáveis.

No dilema de como entreter os pequenos e unir a família, a busca por jogos de tabuleiro cresceu durante o período. A exemplo, segundo faturamento do último semestre da Galápagos, editora e distribuidora de jogos de tabuleiro e cartas, o faturamento com esse entretenimento cresceu 84%.

CEO da My Toy Brinquedos, Karla Badaró Verbena aponta que durante a pandemia o número de pessoas em busca de jogos em grupo teve aumento significativo. “Há algum tempo vimos que os jogos eletrônicos passaram a dominar os espaços de entretenimento entre as famílias. Porém, com a pandemia, é notável como práticas de jogos de tabuleiro, antigas mas ainda assim instigantes, ganharam força nesse cenário, em especial pelo caráter de socialização que tem”, analisa.

Diversão, com o bônus de estimular o raciocínio, diversos estudos vêm demonstrando os benefícios dos jogos tradicionais em relação aos digitais. A Associação para o Desenvolvimento e Potencialidade das Habilidades Mentais (Assomensana) concluiu, por exemplo, que jogos de cartas e tabuleiros enriquecem as redes neurais.

“Esses jogos solicitam um maior tempo de concentração de seus jogadores e acabam por envolver, quase sempre, memorização verbal e visual. Do ponto de vista de socialização, há a necessidade de trabalho em equipe, além de organização de ideias coletivas e construção de vínculos de confiança”, elenca a empresária do ramo de jogos e brinquedos.

Apesar disso, Karla Badaró Verbena aponta que o valor dos jogos tradicionais ainda é uma barreira para a popularização, visto que muitos compradores ainda consideram o investimento em um bom jogo de cartas e tabuleiro elevado “Entre os mais famosos, o valor inicial é de cerca de 100 reais. Quando comparado a alguns jogos digitais, muitas pessoas acabam desistindo de comprar. Além disso, há o estigma de que jogos de tabuleiro são para crianças e nerds”, aponta.

“Não há como negar o resgate que a pandemia trouxe para esses jogos, que estavam sendo considerados cada vez mais ultrapassados. Apesar da tecnologia vir revolucionando o mercado de jogos, não é possível ignorar que as brincadeiras tradicionais ainda têm seu lugar de importância na união e família e no entretenimento”, comenta Karla.