Distraught denuncia Spotify por retirada de disco em seu aniversário de 10 anos
09/14/2025 3:08 PM
A formação gaúcha de Thrash Metal, Distraught, cuja longa trajetória ultrapassa 35 anos de atividade, anunciou hoje que seu sexto trabalho de estúdio, “Locked Forever”, lançado em 2015 e prestes a completar 10 anos, foi excluído do acervo do Spotify. Segundo nota do conjunto, a plataforma alegou “uso de robôs”, bem como “listas falsas” e outras justificações que os integrantes classificam como infundadas e enganosas.
O cantor e porta-voz da banda, André Meyer, destacou dois aspectos principais:
“Primeiro, que a Distraught ‘jamais utilizou robôs’; segundo, que listas de reprodução não são criadas por artistas, mas sim por usuários e consumidores que pagam pelo serviço.”
A banda também chamou atenção para uma contradição: enquanto pune grupos independentes, o próprio Spotify divulga músicas criadas por inteligência artificial. O álbum continua disponível normalmente em outras plataformas como Amazon Music, Deezer e YouTube, e o grupo afirma estar tomando medidas para reverter a decisão. A Distraught declara ter recebido uma penalidade do Spotify, sem que a empresa oferecesse apoio adequado ou clareza no procedimento.
Para o conjunto, a retirada não representa apenas um ataque ao seu trabalho, mas a toda a cena alternativa nacional. “É contra quem faz música real, é contra a arte”, afirma o comunicado. Incentivando o público a ouvir “Locked Forever” em outras plataformas digitais e a compartilhar a mensagem para que todos os músicos que se sintam prejudicados se unam, a Distraught espera receber o apoio que a situação exige.
Com mais de três décadas e meia de carreira, seis álbuns de estúdio, dois registros ao vivo, além de diversos singles e versões, a Distraught reforça, com seu mais novo lançamento, o EP de cinco faixas “inVolution”, sua grande importância no universo do Metal nacional. Trata-se de uma obra que extrapola os limites do gênero, apostando no engajamento e na crítica como instrumentos de transformação.
“O metal não é só atitude, mas também conhecimento. ‘inVolution’ é um alerta sobre como estamos caminhando rumo ao abismo da desconstrução humana. Esse abismo pode estar mais próximo do que imaginamos, caso nada seja feito”, conclui André.