Twisted Sister: “Não quero sentir constrangimento. Farei alguns garotos de 20 anos se sentirem péssimos consigo mesmos”
09/11/2025 6:45 PM
Na última quinta-feira, 10 de setembro, o grupo Twisted Sister confirmou sua volta para marcar o cinquentenário da formação em 2026 com uma jornada internacional. Dee Snider concedeu uma entrevista ao programa Trunk Nation With Eddie Trunk da SiriusXM, para comentar sobre a decisão de retornar aos palcos:
“Encerramento de carreira. De fato, é um marco. Fiz 70 anos em março. E datas simbólicas são o que são, mas, ao mesmo tempo, são instantes de reflexão para as pessoas. E eu refletindo, percebi: uau, no próximo ano fazem 50 anos desde que entrei para o Twisted Sister, desde que nos tornamos — eu, Eddie [Ojeda, guitarrista] e Jay Jay [French, guitarrista] — nos tornamos um conjunto musical. E isso é expressivo. E as propostas continuaram chegando e o interesse estava lá para nos reunirmos. E eu liguei para os rapazes e disse: ‘O que vocês acham?’ Quase como um desafio entre nós: ‘Mais uma vez. Conseguimos fazer isso mais uma vez?’”
Snider refletiu sobre sua resistência inicial em retornar à estrada, já que era algo que ele não cogitava mais:
“Eddie, vou te citar. Conversamos sobre meu estilo de apresentação. Conversamos sobre o tipo de intérprete que eu sou, e você disse: ‘Dee, você realmente se colocou em um canto. Você construiu uma persona de palco, uma energia de palco que as pessoas aguardam’, e qualquer coisa menor do que isso seria frustrante, não apenas para o público, mas para mim também. (…) Então, apenas disse: ‘Ainda estamos aqui e vamos encarar isso. Vamos nos testar’. E estamos fazendo pelos motivos certos. Não é por dinheiro. Não é por nenhuma dessas razões comuns. É porque desejamos fazer isso mais uma vez. E há interesse no planeta inteiro, então, vamos nessa. 2026.”
Perguntado se a iniciativa da reunião partiu dele, Dee respondeu:
“Sim, e não estou dizendo como se eu fosse o responsável. Eu fui quem gritou a plenos pulmões: ‘Nunca. Nunca’. Vocês sabem disso. Durante anos repeti: ‘Nós nos aposentamos. É definitivo’. Então, os rapazes nem sequer tocaram no assunto comigo. (…) Até que eu disse: ‘Estou dentro se vocês estiverem dentro’. E Jay e Eddie tiveram que pensar a respeito, porque também acreditavam que esse ciclo já tinha se encerrado. Mas decidimos seguir adiante.”
Sobre sua rotina de cuidados físicos para se manter apto aos 70 anos, Snider disse:
“Se você viu a página de anúncio da volta, é uma linha reta e então os batimentos começam a retornar. Isso não foi por acaso. (…) Aos 70, eu disse: ‘Não pode acabar assim. Preciso me desafiar a sair em uma explosão de glória. (…) Tenho um ano para ficar pronto’. Então, voltei à academia. Mas há uma enorme diferença entre cantar quatro canções e sustentar um repertório de 20. Vai ser um desafio. Mas não quero sentir vexame, e os colegas também não. Vocês vão se surpreender. Prometo que alguns jovens de 20 anos vão se sentir muito mal consigo mesmos.”
Snider também comentou a ausência do baixista veterano Mark Mendoza na reunião. Quem estará será o instrumentista Russell Pzütto, que já tocou com o grupo e também em turnês solo de Snider:
“Só posso dizer que existem divergências irreconciliáveis e encerro o assunto por aqui. (…) Ele já havia substituído Mark uma vez no festival Graspop, na Bélgica. É um excelente músico, experiente, e parecia a escolha natural.”
Questionado se Mendoza teria espaço para reaparecer em algum momento, Snider foi direto:
“Não consigo visualizar isso agora. Não consigo mesmo. (…) Aconteceram coisas que não vejo sendo resolvidas, daí o termo ‘diferenças irreconciliáveis’.”