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Morte de Kurt Cobain: nova análise privada questiona laudo oficial

03/15/2026 4:23 PM

Uma nova análise conduzida por cientistas forenses independentes voltou a levantar dúvidas sobre a morte de Kurt Cobain, vocalista da banda Nirvana. O músico foi encontrado morto em 5 de abril de 1994, aos 27 anos, em sua casa em Seattle. Na época, o King County Medical Examiner’s Office concluiu que se tratava de suicídio provocado por um disparo autoinfligido com uma Remington Model 11 calibre 20.

Agora, um grupo privado de especialistas afirma ter identificado inconsistências na autópsia e nos registos da cena da morte que poderiam, segundo os autores, levantar a hipótese de homicídio. O relatório foi publicado após revisão por pares no International Journal of Forensic Science.

Achados da autópsia

O laudo original descrevia a presença de líquido nos pulmões, hemorragia nos olhos e danos em órgãos como cérebro e fígado. De acordo com a nova análise, esses elementos seriam incomuns em casos de morte imediata causada por disparo de espingarda.

Os investigadores sugerem que esses sinais podem ser compatíveis com um quadro de overdose, que provocaria respiração lenta e redução do fluxo sanguíneo antes da morte. O relatório também aponta que o sangramento ocular e os danos observados em órgãos internos poderiam indicar privação de oxigênio anterior ao disparo.

Outro ponto destacado é a ausência de descrição de sangue nas vias respiratórias no laudo original — algo que, segundo os autores da nova análise, costuma ser observado em mortes por tiro na cabeça.

Além disso, o estudo sustenta que o tronco encefálico — responsável pelo controlo da respiração — provavelmente não teria sido atingido diretamente pelo disparo. A posição do braço do músico também não indicaria a rigidez corporal normalmente associada a lesões graves nessa região do cérebro.

Para os autores do relatório, esses fatores poderiam indicar que Cobain já estaria fisicamente incapacitado antes do disparo fatal.

Autoridades mantêm conclusão

Apesar das novas interpretações, o King County Medical Examiner’s Office reiterou que a autópsia realizada em 1994 foi completa e que a causa da morte continua oficialmente registada como suicídio.

O órgão afirmou ainda estar aberto a rever a conclusão caso surjam novas evidências substanciais, mas declarou que, até ao momento, não recebeu material que justifique a reabertura formal do caso.