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Música

Deep Purple: Roger Glover confirma novo disco para 2026, “presumimos que vamos continuar no palco até cair”

09/10/2025 11:33 AM

Em uma nova entrevista ao programa “Trunk Nation With Eddie Trunk”, o baixista do Deep Purple, Roger Glover, comentou sobre a atual excursão do grupo, intitulada “The Long Goodbye”, iniciada em 2017. Quando questionado sobre até quando pretendem seguir com as apresentações ao vivo sem anunciar uma despedida oficial, Roger explicou:

“Bem, observo muitas formações realizando turnês ou concertos de encerramento — o Black Sabbath fez isso recentemente, assim como outras já fizeram antes —, mas isso não me atrai, e acredito que o restante da banda também não. Estabelecer uma data exata para a última apresentação… onde ela seria? A pressão é enorme. Prefiro muito mais subir ao palco, tocar, tocar, tocar e, de repente, não tocar mais. Não precisamos sair com fogos de artifício — pelo menos é o que penso. É possível que outros não concordem, mas esse é o meu ponto de vista.”

Indagado se os demais integrantes compartilham da mesma visão sobre não anunciar o show final, ele declarou:

“Há alguns anos, no início da ‘The Long Goodbye’, Steve Morse sugeriu: ‘Por que não encerramos em alta, nomeamos a última turnê, lucramos bastante e então nos despedimos dela?’ Essa ideia não foi bem aceita pelo grupo, e por isso demos esse título. Sabíamos que o fim aconteceria em algum momento, mas não que isso se estenderia indefinidamente. Felizmente, foi assim que ocorreu.

Este ano está relativamente tranquilo. Estamos compondo e planejando, e provavelmente teremos um novo trabalho no próximo ano. Nos últimos dois ou três anos estivemos ocupadíssimos, sempre em viagem e produção. Então é bom ter uma folga. Tocamos em um festival no Brasil, em junho, e ainda temos algumas datas no final do ano, mas não é exatamente uma temporada de estrada. É um ciclo de pausa.”

Questionado se o último show deverá acontecer sem qualquer anúncio prévio, Roger Glover respondeu:

“Sim. Penso que seria a melhor maneira de encerrar. Quer dizer, quem sabe? Do ponto de vista comercial, todos discordamos. Nunca debatemos isso. Apenas partimos do princípio de que vamos continuar tocando até cair.”