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Como um empate de um time de futebol tem tudo a ver com esperança e otimismo

11/12/2021 4:54 PM
Foto: Divulgação Celta

A equipe espanhola do Celta de Vigo arrancou um empate contra o grande Barcelona nos instantes finais da partida. O treinador mental Lincoln Nunes mostra como esse resultado é fruto da confiança e força de vontade dos atletas.

As últimas temporadas do Barcelona não vêm nem de longe lembrando aquele que já foi o Dream Team dos últimos anos no futebol mundial. O primeiro baque foi quando o time campeão da Champions de 2013 foi dissolvido aos poucos. Os pontos de técnica e inteligência do meio-campo blaugrano, Xavi e Iniesta, penduraram as chuteiras, pelo menos na Espanha. Logo depois, Neymar, que compunha o trio MSN, abandonou a barca e foi em busca de novos desafios na França. Algum tempo se passou, e o time catalão passou vergonha na maior competição europeia com uma derrota de 8 a 2 contra os alemães do Bayern de Munique. Aquele momento foi a gota d’água para alguns medalhões da equipe, como Suárez e Rakitic, que partiram respectivamente a Madrid e Sevilla. Sem falar da recente saída do maior ídolo, Lionel Messi, que ainda impõe um verdadeiro luto na região, como se um pedaço fora arrancado dos corações dos torcedores.

A última partida da La Liga, contra o Celta de Vigo, mostra exatamente o que os cules têm oferecido de performance. Com lampejos de um bom futebol, mas na maioria das partidas um desequilíbrio total em competitividade. Para o treinador mental de atletas de alta performance, Lincoln Nunes, a equipe catalã apresenta uma verdadeira gangorra de desempenho. “O Barcelona liderava o placar com um 3 a 0, durante o meio-tempo sabe se lá o que Coudet fez com o Celta, mas o time de Vigo foi atrás do empate com o gosto de vitória que, ao mesmo tempo, foi um balde de água fria ao Barça”. Sobre esse resultado, ele acrescenta: “O Coudet estava numa energia frenética na área técnica, claramente alterado pela performance do time, muito abaixo no primeiro tempo. Uma equipe completamente apática, sem atitude… sem nada a oferecer. E o que que acontece? O Celta retornou para o segundo tempo completamente diferente. Era o mesmo time, só que com a atitude e comportamentos diferentes.”

Para o treinador mental, alguns itens essenciais revelam esta mudança de conduta entre os dois tempos da partida: “Durante o intervalo de jogo, o que entra é a importância do foco e os méritos ao treinador em saber conduzir os jogadores a esse estado de flow (momento máximo de concentração e performance na mentalidade esportiva)”. Além disso, Lincoln destaca a importância da esperança e do otimismo como fatores circunstanciais de um jogo de futebol. “O primeiro gol era o combustível que precisavam para renascer a esperança e otimismo. Dessa forma, a busca pelo empate ‘fica ao alcance das mãos’ O otimismo não é balela, e está mais ligado à questão de busca pela sobrevivência e adaptação do que qualquer coisa. A pesquisa de Richard Cutter, que colocou ratos num recipiente de água, comprovou isso”.

Sobre este experimento, o treinador mental revela como ele foi feito: “Ele dividiu os animais em dois grupos, quando um rato conseguiu sobreviver, a média dos ratos que viram o companheiro sobreviver dobrou de 15% para 60%. O teste ficou conhecido como ‘experimento da esperança’. Isso se aplica muito bem às situações adversas que o esporte traz à tona”, completou.