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Mentalidade, o caminho à glória eterna da Libertadores

09/29/2021 5:11 PM


Treinador mental Lincoln Nunes mostra que as equipes de futebol que trabalham o comportamento e a mentalidade têm mais chances de chegar às finais do campeonato

Marcelo Cortes / Flamengo

As partidas de volta das semifinais da Copa Libertadores da América estão batendo na porta. Nesta quarta-feira (29), o Barcelona-EQU e o Flamengo se enfrentam em Guayaquil, no Equador, e os dois times já sabem que o vencedor vai encarar o Palmeiras na final, já que com empate, o Atlético Mineiro se despediu da competição dentro de casa, em Belo Horizonte.

Os rubro-negros, que já estão no Equador desde segunda, ao contrário da primeira partida, agora tem a margem de dois gols à frente no placar. No entanto, Palmeiras e Flamengo têm algo em comum (além dos elencos estrelados milionários). Os clubes têm vitórias recentes na competição mais almejada da América do Sul. 

O Palmeiras é o atual campeão da competição e chegou à final  nas temporadas de 2020 e 2021. O Flamengo foi campeão em 2019, com uma das remontadas mais emocionantes dos últimos tempos, além de ser bicampeão brasileiro.

“Esses clubes de massa são tradicionais na Libertadores e já entendem como a competição deve ser disputada. Um passo em falso pode significar a eliminação amarga que ninguém quer. Por isso, o trabalho mental junto ao técnico deve ser prioridade. Ainda mais numa competição onde o emocional pode ser abalado a cada segundo”, pontua o  preparador mental Lincoln Nunes.

Com experiência na carreira de centenas de atletas do futebol Europeu e Nacional, o treinador atua há sete anos com atletas da La Liga, Brasileirão e Eredivisie. Além de atletas olímpicos e do UFC.

Para ele, há um grande aprendizado nas últimas edições do campeonato.

Acervo pessoal/divulgação MF Press

“Uma coisa está clara: os times brasileiros não sofrem mais com os times argentinos como antes. Não existe mais todo aquele desespero diante dos hermanos. A fase lá não é boa, mas sempre serão respeitados aqui no Brasil, porque eles têm muita ‘cancha’ na competição”, avalia.

Para o treinador, a temporada 2021 mostrou que um bom gerenciamento mental pode vencer qualquer adversidade. 

“As pessoas comentam que Libertadores é saber sofrer. Eu discordo. Ninguém precisa saber sofrer. O necessário é aprender a lidar com foco, concentração e visualização. Se o time tem essas valências, está preparado para qualquer situação adversa em campo. O Flamengo provou isso em 2019, contra o River. Igualmente o Palmeiras provou isso no ano seguinte contra o mesmo River Plate. Já o Galo fez isso com o Boca. Isso passa por um gerenciamento emocional complexo. É como uma orquestra, quando algum instrumento está desafinado, a música não será bem executada”, completa.

Flamengo e Barcelona-EQU têm a peleja marcada para às 21:30, com transmissão exclusiva da TV fechada.